terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Sonetos para viver uma paixão sem fim.




           Kiss

Sim, pode um beijo trazer o sabor
da neve ao sol no céu da montanha
e unir, na química doce do amor,
nossa boca numa boca estranha...

O beijo tem vida, qual o pólen da flor
e no jogo do amor é sutil artimanha;
é um suar frio num infernal calor,
borbulhas numa taça de champanha...

O beijo, mordida para se provar o fruto,
e no ímpeto suave dos dedos sábios
um fogo na alma vindo dos lábios...

E do que se faz o beijo? Amor absoluto,
bendito gesto de uma coisa louca
uma boca na comunhão de outra boca!




         Reconquista

Não se queixe dos sonhos que tiver
nessas noites de triste despedida
e não chore pelo amor d´uma mulher
que outro amor há de surgir na sua vida.

Se ela se foi por uma razão qualquer
- Essas coisas de paixão mal resolvida –,
vá à luta se esse amor é o que mais quer
ou o seu mundo será ilusão perdida.

Desperte se o sonho terminou-se.
Quem o amor levou foi a mesma que o trouxe
e que não o deixa um minuto sequer.

Não lhe deixe destilar o desamor
vá buscá-la, seja lá aonde for,
e ame-a, como um homem ama uma mulher !



            Lar...

Esta casa é o nosso lar.  Abra a porta,
entre. Se a saudade lhe tomar, vence-a.
Acenda a lampa, o passado é sombra morta,
encha de luz o vazio da sua ausência.

Onde estava?  Longe? Não importa,
meu perfume do viver tem sua essência.
Sua volta é a razão que me conforta:
ao partir eu fui na sua consciência.

Fui a solidão - Uma chama sem calor –,
voei sem rumo  - Um colibri sem flor  -,
uma joia falsa de brilho coruscante.

Guarde o ontem, ser feliz é o instante,
apague a luz e se deite em nossa cama
me abrace e prove que ainda me ama!

        Inácio Dantas
       do livro (c) “Sonetos para Sempre

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